Depois de um ano, estou disponibilizando meu trabalho de mestrado. Espero que gostem e que seja útil.
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Abaixo segue o resumo
RESUMO: Este trabalho compreende a elaboração
das políticas públicas culturais no Piauí, jogando luz no processo de criação
da máquina estatal do setor bem como de políticas voltadas para gerir a cultura
nesse estado. Tomamos como exemplo, a relação do Governo do Estado do Piauí com
a Fundação Nacional do Humor, entidade privada e de interesse público, que
realiza o Salão de Humor do Piauí, evento que existe desde 1982, totalizando
trinta edições em 2013. Sob a perspectiva das políticas estaduais de
valorização e construção de identidades locais, o Salão de Humor do Piauí é
tomado como objeto e é colocado como um problema na relação
pública-privada e na realização de uma política concreta e eficaz na gestão
pública cultural no Estado do Piauí. Ao longo do texto, comparações entre o
Salão e Humor e outros eventos, como o Salão de Humor de Piracicaba, o Salão
Medplan de Humor e o Salão do Livro do Piauí, são elaboradas, buscando uma
compreensão mais ampla da relação do Estado com eventos significativos como
esses, assim como paralelos com outras instituições, como a Academia Piauiense
de Letras e Conselho Estadual de Cultura. A criação e manutenção da máquina
estatal, tanto as secretarias e fundações culturais, quanto as casas de cultura
e associações, são abordadas sob o prisma das prioridades das políticas
públicas do Estado, assim como o estudo dos recursos destinados ao investimento
na área da cultura em comparação à receita total do Estado, o que evidencia uma
perspectiva administrativa e econômica da gestão pública cultural. Procurou-se
obter um diálogo com a história das políticas públicas no Brasil e no Piauí,
utilizando autores que trabalham esse tema, como Ana Regina Rêgo, Lia Calabre e
Isaura Botelho, ao tempo que foram essenciais as leituras de textos de teóricos
da cultura, como Stuart Hall, Terry Eagleton e Homi K. Bhabha. Na metodologia,
lançou-se mão sobre a pesquisa bibliográfica e hemerográficas, assim como houve
a necessidade de utilizar das oralidades a partir da elaboração de entrevistas.
Palavras-chave: Cultura. Políticas culturais. Salão de Humor do Piauí.
Terminei de ver a segunda temporada de Demolidor só hoje. E
é muito bom! Posso até arriscar dizer que é melhor que a primeira temporada. Entretanto, é de opiniões diversas que vive a internet...
Mais de uma pessoa me disse que
esta temporada não tem vilão ou um bom vilão! E para essas pessoas isso seria
um problema. Acontece que não é bem assim. A temporada tem sim um vilão, que é
o Nobu. Ele é melhor que o Wilson Fisk? Não! Mas ele é importante para esta temporada
tanto quanto Wilson foi para a primeira? Não! Isso porque o mais importante
para esta temporada não é ter um vilão nítido e óbvio para Murdock socar! Esta temporada
não é preto no branco. Não é tão fácil assim...
A grande sacada desta temporada é
justamente a ausência do vilão e a presença de antagonistas. E esses episódios
estão cheios deles. Na primeira metade da série vemos Demolidor e Justiceiro
lutarem e discutirem o que é ser herói e foi qualquer coisa linda de se assistir,
a ponto do Matt considerar os meios de Frank Castle como uma alternativa válida,
mas essa não é uma opção fácil, e vemos o próprio Justiceiro dizer que isso não
teria volta. De certa forma, Justiceiro salva o Demolidor, impedindo-o de
seguir pelo caminho da morte.
Em seguida, temos os problemas pessoais
envolvendo o Matt, a Karen e o Foggy durante todos os episódios. E são questões
que divide o grupo, que os separa, que os antagoniza. Trata-se de algo que o
Demolidor não pode resolver dando socos. Não é tão fácil assim...
Temos ainda a Elektra. Ah!
Elektra... Faltou apenas um texto escrito por Frank Miller descrevendo o
perfume da sua pele. Talvez ela não seja a mulher extremamente sexy que
esperávamos, mas ele é boa a ponto de acreditarmos que Matt poderia deixar a
linda Karen para trás, mas, como vocês já sabem, não poderia ser tão fácil
assim...
E temos Stick e todo o problema
da Mão que foi pincelada ainda na primeira temporada.
E ainda vemos o Fisk de novo, e
ele se torna de verdade o Rei do Crime. E ele espanca o advogado Matt Murdock
dentro da delegacia na melhor cena do personagem que podemos ver nas duas temporadas. Isso nem
é discutível. Todo mundo sabe que é verdade. O rei se agigantou.
Só depois de tudo isso é que vem Nobu
e sua “não tão grande” importância. A verdade é que ele está em quarto ou
quinto plano para a temporada. Nem por isso ele deixou de protagonizar as
melhores cenas de luta na temporada (é claro que temos novas cenas de
corredor, fazendo referência à primeira temporada, com o Demolidor e outra com
o Justiceiro na cadeia. Elas são grandes cenas, mas Nobu é um artista marcial
de verdade).
Outros reclamam que a série dá
muito destaque para o Justiceiro e o Matt é quase coadjuvante... Ou reclamam
que a série tem dois núcleos: “justiceiro” e “a mão”. Isso só prova que a
Marvel e a Netflix sabem fazer uma série. A vida não é tão fácil assim, é quase
uma novela. Ela possui núcleos e personagens que se destacam. Justiceiro
aparece muito? É porque ele é bom! Mas ele não é o protagonista. Ele é o antagonista.
E que grande antagonista!
Por fim, a série tem todo o primeiro arco envolvendo a caça ao Justiceiro e ao seu julgamento. Temos um entre-atos onde nos é reapresentado o Fisk e, só então, o segundo ato com Nobu e seus ninjas. Com um final que ninguém pode reclamar, só se quisessem um Mercenário aparecendo, mas aí iam ficar reclamando: "Ain, mas tem muito personagem... O Demolidor quase não aparece..."
Verdade seja dita: BvS é muito melhor do que as críticas
negativas dizem.
O filme tem problemas, sim! Mas vou tentar focar nos
pontos positivos.
Ele precisa continuar de onde Man of Steel (MoS) terminou,
mas corrige detalhes que me incomodou bastante naquele filme: a falta de
kriptonyta e a fraqueza do Superman diante da mudança de gravidade (!).
Simplesmente ignoraram isso da gravidade! Menos mal!
O filme é bonito de ver e é cheio de simbolismos, e é
preciso procurar assistir ao filme através de atos simbólicos. Por exemplo: um
amigo reclamou que o Super chegou falando: “Bruce, me escute! Não vamos
lutar!”. Quer dizer, eles simplesmente poderiam ter conversado e a luta do
título nunca ter acontecido, entretanto, o filme fala o tempo todo sobre a
necessidade do “deus” conversar com os humanos, que é assim que a democracia se
faz, e quando, finalmente, o Super chega pra conversar com o Batman ele não
consegue, porque os homens não ouvem “deus”. Existem simbolismos menos
discretos, como a cena do Super salvando uma família em cima de um telhado, ou
a descida de “deus” junto aos “mortais” no dia dos mortos mexicano. O filme é
repleto disso. Em dias quando MadMax é elogiado pela crítica que ressalta o não
dito, BvS merecia melhor recepção.
Alguém me disse que o filme era uma boa adaptação antes de
eu ver ao filme. Eu desdenhei porque, como poderia ser, se sabia que tratava-se
de uma colcha de retalho de Cavaleiro das Trevas, Injustiça e Morte do Superman?
Evidentemente, existem problemas cronológicos se pensarmos em uma adaptação
fiel para essas três obras em um único filme, mas o fato é que existem cenas e falas recortadas
e coladas do quadrinho para o filme além de outras fidelidades, como o
próprio Apocalipse, que não é o personagem que esperávamos, mas em essência ele
está lá: um ser que não morre e que evolui a cada adversidade que enfrenta e
que fez o que estava destinado a fazer quando aparecesse em um filme: matar o
Super!
Sobre a morte do Super, ela corrigiu um problema latente do
personagem: a negação do mito. O filme fala sobre o medo do diferente e muitos
tinham medo do Super, ele não tinha o carisma necessário para a gradar a
população. Mas a sua morte lhe traz a redenção e a recompensa: torna-se experiente
e o ícone que merece ser. Em termos de cinema, essa é sua linguagem mais pura,
a própria jornada do herói.
Lex é um grande vilão com uma motivação muito válida (editado: alguém me questionou depois: que motivação é essa? É aquilo que, no fundo, esperamos do Lex: provar que a humanidade não precisa de um "deus" andando entre nós). Em
alguns momentos, parece muito exagerado, mas o ator segura a onda e mostra a
que veio: Superman ajoelha-se diante dele e nem precisa de kriptonyta para
isso.
Você não pode dizer que falta coração ao filme, Kevin Smith,
desculpe! (editado: e ele se corrigiu no dia seguinte ao que publiquei este texto, retificando sua opinião) O Batman do Afleck é tão atordoado, mesmo 20 anos após iniciar sua
jornada como herói, que abandonou a mansão dos Wayne. Ver aquela mansão abandonada
e um Bruce mulherengo e bebendo álcool é realmente assustar-se diante de um
herói mais soturno e em fim de carreira, que sofre num mundo onde ninguém
permanece bom: talvez por isso ele mate tanto no filme, mas não vou defender
isso, porque é algo que não gostei no filme. E as mortes não foi apenas no “sonho”
ou na “batnave”, o próprio Batcarro saiu matando todo mundo com tiro de canhão
numa cena completamente desnecessária (afinal, ele havia atirado um detector no
caminhão onde estava a Kriptonyta que ele queria roubar, o que ele fez depois,
sem matar ninguém, tão facilmente que nem é mostrado no filme).
O Super até sorri uma vez, salvando a Lois, na África.
Quando isso aconteceu, bem no começo do filme, parece até que o uniforme ficou
mais azul e uma áurea surgiu ao redor dele (ok! Isso foi bem gay!), mas é uma
prova de que no filme da Liga tudo vai ser mais feliz, porque os problemas com
o personagem passaram com sua morte e ele poderá sorrir mais, junto com os
superamigos.
Outro amigo falou que o mundo real em sépia do Nolan/Snyder
quer ser tão crível que não nos permite acreditar no sonho do mundo colorido que
o Super deveria representar. Acredito que este filme fale justamente disto. É
sobre isso que Super e Lois conversam naquela janela, sobre esse sentimento de
que ele não deveria existir e o filme nos faz querer acreditar neste herói,
utilizando o lado mais passional de cada um de nós: amar aquele que se
sacrifica por nós e amar aquele estranho que não é tão estranho assim quando
descobrimos que ele tem e ama uma mãe, como todos nós.
Unanimidades: a trilha sonora é incrível (Não nos abandone
Hans Zimmer!) e a Gal Gadot calou a boca de todo mundo.
O filme merece uma nota 7 com facilidade porque possui mais
acertos que erros. Acho que Zack Snyder merece continuar no time (editado: afinal, se Nolan cometeu o Batman 3, Snyder deveria concluir seu Super no próximo filme).
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Depois de escrever este texto, alguém me marcou neste vídeo. Assistam:
Mais uma prova de que
quadrinhos não são literatura é a matéria do site uol sobre Lourenço Mutarelli.
Este, um autor que conheci em meados da década de 90 com a “trilogia em quatro
partes” de Diomedes, um detetive muito escroto. Aquilo brilhou pra mim. Até
hoje considero uma das melhoras obras que já li e a melhor hq nacional
que conheço. Uma obra volumosa, densa, cheia de propostas estéticas. Propostas
que poderiam incomodar os incautos, mas que agradaria aos curiosos.
Naqueles anos eu fazia
uma feira de quadrinhos aqui no Piauí e resolvi que Mutarelli deveria ser um
dos nossos convidados. Eu o procurei, achei um e-mail, entrei em contato, mas
sua esposa respondeu e disse que ele não poderia ir. “Coisa de artista”,
pensei. Hoje, parece-me que ele já não costumava ir a esses eventos, como não
foi ao último Troféu HQ Mix, receber a homenagem que lhe fizeram. Um quadrinista
que não faz mais quadrinhos e que dedica-se a outras áreas da arte. “A Lucimar Mutarelli irá me representar.
Obrigado", escreveu ele à organização do HQ Mix, segundo a matéria do site
Uol com o artista. Posso imaginar como se sentiram o pessoal do
prêmio.
Enfim, Mutarelli
desistiu dos quadrinhos. Ele disse que "o meio dos quadrinhos sempre me incomodou bastante. Os próprios
quadrinistas mesmo. É um meio muito bitolado”. O autor fez teatro, namorou
com o cinema, em filmes como a adaptação de O Cheiro do Ralo, mas antes disso havia
se rendido à literatura. Ele disse que “essa mudança veio não só pela literatura,
mas também pelo meio literário, que me aceitou muito bem. Isso é uma coisa que
me ganha. Aceitação verdadeira, não bajulação. No meio literário eu fui muito
bem acolhido, isso foi uma coisa que foi muito importante para mim”. Fica
evidente que o autor não foi bem aceito pelo meio dos quadrinhos. O que é uma
pena. Perdemos uma referência que estava, talvez, no auge de sua criatividade.
Foi rumar por outras linguagens porque fazer quadrinhos no Brasil é um tormento,
o próprio autor disse que “no quadrinho, você precisa trabalhar no mínimo dez
horas por dia desenhando. Escrevendo [romances], eu trabalho menos horas por
dia, trabalho com muito mais prazer. E vivo também. Antes, eu não vivia, só
trabalhava”. Essa é uma condição de crise para o mercado de quadrinhos no
Brasil. Existe um grande esforço desse tipo de autor, o desenhista, que
passa horas, às vezes dias, produzindo uma única página.
Mutarelli é um artista
reconhecido e reclama-se abertamente da falta de recursos, “eu preciso é de
dinheiro. Sou um cara totalmente falido”. Já li alguns textos sobre o mercado
de quadrinhos no Brasil e é lugar comum encontrar referências de quadrinistas que
tiveram de percorrer caminhos no design ou publicidade para puderem sobreviver.
Dessa história, fico
com algumas reflexões: por que os quadrinhos no Brasil são um meio tão indigesto
com seus artistas? Por que nossa arte sequencial teve de perder esse talento tão
significativo para outros meios artísticos? Serão os quadrinhos um meio
realmente tão “bitolado” a ponto de renegar a sobrevivência de um autor referência
em seu próprio seio?
Mutarelli, cara, fica de boas!
Não quero aqui fazer um
tratado sobre o mercado de quadrinhos no Brasil, apenas me indigno em saber que nos EUA, autores da literatura e de outras áreas, como
Stephen King, George RR Martin e Orson Scott Card, migram e fazem sucesso com
os quadrinhos,mas aqui no Brasil ainda
vivemos em um meio onde si diminui os quadrinhos a um gênero qualquer de “subliteratura”,
onde autores, para serem levados a sério, precisam escrever romances porque gibis não levam ninguém a lugar nenhum.
Há muito tempo hesitei em
escrever sobre isso. Não escrevi. Quis dar tempo ao tempo. Enquanto uma porrada
de conhecidos diziam: “Esquece isso! É dinheiro perdido”, eu continuava acreditando
que uma hora daria certo, que o bom senso venceria e que a migalha prometida
para projetos culturais seria entregue aos proponentes selecionados.
Mas vamos do princípio: tenho
dois projetos aprovados na Lei A Tito Filho, um de 2009, intitulado “Quadrinhos
Pós-68”, de R$17.107,00 e outro de 2012, chamado “Reanimando Arnaldo
Albuquerque”, de R$ 22.573,00. São quase R$40mil.
Parece muito? Não é! No edital de 2012 foram prometidos R$1milhão de reais,
divididos para 35 projetos.
A informação
que eu tenho é de que nenhum desses 35 projetos foram pagos, que, sequer, foram
feitos os contratos entre os proponentes e a Fundação Monsenhor Chaves (FMC).
Não estou afirmando isso de forma alheia. Lembro que fui, no começo de 2013, até
à FMC perguntar sobre o porquê de eu ainda não ter sido chamado para assinar um
contrato com eles sobre um dos projetos aprovados em 2012. A resposta que tive
de alguém do setor jurídico foi: “porque ainda estamos devendo editais
anteriores e não vamos fazer isso”. Ou seja, a FMC já estava devendo vários
pagamentos de editais anteriores e não pretendia comprometer-se em mais R$1milhão
com novos projetos. A questão é que o edital foi lançado em 2012 e 35 novos
proponentes foram contemplados. É muita hipocrisia lançar um edital e depois
dizer que “não podemos assinar com vocês o que prometemos”. Estavam lhes
resguardando esse direito de não se auto incriminarem legalmente, afinal, sem
um contrato assinado, pouco podemos fazer.
Mas a lista
dos projetos aprovados em 2012 continua disponível no site oficinal da FMC.
Aqui está o link.
Entretanto, ter um contrato
assinado com a FMC não parece significar muita coisa, já que aquele órgão
encarrega-se de perdê-los ou ignorá-los. Sim! A FMC perdeu meu contrato de
2009, perdeu o processo duas vezes, inclusive a prestação de contas que tinha
feito da primeira parcela, recebida com quase 3 anos de atraso. Menos mal! Recebi
uma parcela, prestei contas, mas não tenho mais expectativas em receber a 2ª e
3ª parcela, indispensável para a concretização do projeto (vale ressaltar que
dividir os projetos em 3 parcelas já é ridículo por si só! Com o dinheiro
previsto para minha 2ª parcela eu não poderia fazer nada, a não ser esperar o
dinheiro da 3ª parcela para puder pagar o custo de impressão do meu livro,
objeto do projeto).
Há algumas semanas fui ao
escritório do presidente da FMC, o sr. Lázaro do Piauí, falar sobre isso. O
projeto “Reanimando Arnaldo Albuquerque” está acontecendo por conta do esforço
de pessoas como Neila Rocha e Maiça Chaves, ambas do Projeto de Ilustração e
Animação – PIA – UFPI. Elas estão
arcando com todos os custos porque possuem todo o interesse pela arte do Piauí,
cuidado esse que a FMC e a própria Prefeitura de Teresina não demonstram. Fui
até lá explicar ao Lázaro que o produto do projeto Reanimando Arnaldo iria
sair, inevitavelmente, mas que seria muito bom se a FMC fizesse valer o edital
de 2012 e disponibilizasse os recursos previstos para que houvesse uma parceria
entre todos nós que financiasse esse projeto e pudesse pagar toda a mão de obra
envolvida. Acontece que o sr. Lázaro não é o responsável por desses editais,
mas representa a instituição que os acometeu. Então, ainda espero que algo
possa acontecer. Perdoem minha inocência.
Estive receoso de falar sobre
isso desde o começo do ano porque em janeiro passado faleceu o Arnaldo
Albuquerque, primeiro quadrinista a publicar no Piauí, e meus dois projetos
aprovados na Lei A Tito Filho envolviam a arte dele. Não quis parecer um oportunista utilizando a
morte de Arnaldo como bandeira, mas quando penso que se os editais da FMC
fossem levados a sério pelos gestores públicos, eu poderia ter homenageado este
homem com dois produtos culturais sobre sua arte ainda em vida, e a indignação
me sobressalta.
Por toda a arte que deixou de ser
exposta ou produzida através da Lei A Tito Filho, por esses míseros R$1milhão
de reais que parecem tão impossíveis para a cultura do município de Teresina,
que desde 2012 parece ficar cada vez mais longe, espero que todos sintam vergonha.
Todos! Inclusive eu.
Se você é um autor de projeto que
esteja em situação parecida com a minha, proponho criarmos uma carta aberta e
procurarmos algum tipo de processo coletivo, seja através do Ministério Público,
seja por algum caminho que alguém conheça melhor que eu. Coloque nos
comentários abaixo, seu nome, o nome e o ano do projeto que a Lei A Tito Filho
está em débito com você.