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sexta-feira, 20 de abril de 2018

18 ''FATOS'' SOBRE A MALDIÇÃO DO SUPER-HOMEM




Sou do tempo do Super-Homem... E desde muito tempo que se fala sobre uma “maldição do Super-Homem”, que os atores dos filmes ou séries sofreram diversos problemas durante ou após suas participações nessas produções. É claro que não devemos levar essas coisas a sério, que quanto mais se procura, mais acha-se essas coisas... Mas eu adoro umas teorias bizarras. Então, tomei a liberdade de listar algumas “coincidências”.
1)      Os irmãos Max Fleischer e Dave Fleischer, dos Estúdios Fleischer, que produziram os desenhos da Paramount Superman, começaram a brigar entre si e o estúdio quebrou, financeiramente. Venderam para Paramount, de onde foram demitidos. Um deles morreu na pobreza.
2)      O ator Kirk Alyn, da série do Super-Homem de 1948, não aceitou fazer um longa-metragem do Super e sua carreira teria afundado. Ele disse que "Interpretar o  Super-homem arruinou a minha carreira de ator e fui amargo por muitos anos sobre a coisa toda." O filme foi "Superman e os homens Toupeira”, onde foi substituído por George Reeves. Kirk foi o pai da Lois no filme de 1978 e não teria feito mais nenhum trabalho significativo desde o final dos anos 1940. Alyn sofreu da doença de Alzheimer mais tarde em sua vida e morreu em 1999 com a idade de 88 anos.
3)      Bud Collyer dublou o Super-Homem na animação dos irmãos Fleischer, de 1941-43. Retornou ao Super-homem ao dublar The New Adventures of Superman para a CBS em 1966. Três anos depois, morreu de uma doença circulatória aos 61 anos de idade.
4)      George Reeves, o ator que interpretou o personagem por quase 9 anos sofreu acidente durante gravações do seriado, caindo de um cabo de aço, durante uma cena de voo. Morreu em 1959, no fim da série, em condições suspeitas. Não se sabe se foi suicídio por conta de depressão ou se foi por causa de um caso amoroso que tinha com uma mulher ligada à um magnata da televisão (a esposa do executivo da MGM Eddie Mannix). Foi a morte de Reeves que inspirou as teorias da conspiração e a lenda urbana de uma maldição associada ao personagem. Recomendo o filme Hollywoodland, sobre a morte deste ator, feito em 2006, Adrien Brody e Ben Affleck interpretando o Georges Reeves / Superhomem. Ben foi indicado ao Globo de Ouro pelo filme.
5)      Lee Quigley, que interpretou Superman quando bebê no filme de 1978, morreu em 1991 aos 14 anos devido a abuso de solventes.
6)      Christipher Reeves, o mais famoso Super-Homem sofreu um acidente de cavalo que o tornou tetraplégico, em 1995.
7)      Dana Reeve, viúva do ator Christopher Reeve, que, apesar de não ser fumante, morreu de câncer de pulmão em 2006 aos 44 anos de idade.
8)      A atriz Margot Kidder, que fez a Lois Lane nos 4 filmes clássicos do Super, sofreu um grave acidente de carro em 1990 e ficou dois anos sem trabalhar. Em 1996, passou por sérios problemas psiquiátricos e foi diagnosticada como maníaca depressiva.
9)      Christian Brando, filho de Marlon Brando (Jor-El), assassinou o namorado da a irmã, em 1990, depois que sua irmã Cheyenne lhe disse que o namorado de 26 anos havia batido nela. Cheyenne suicidou-se em 1995.
10)  O comediante Richard Pryor, estrelou como o vilão Gus Gorman em Superman III de 1983, foi viciado em drogas que o levou a uma tentativa de suicídio quase fatal. Foi diagnosticado com esclerose múltipla. Morreu de parada cardíaca em 10 de dezembro de 2005, aos 65 anos de idade.
11)  Dean Cain, famoso pela série Lois e Clarck, nunca deslanchou na carreira.
12)  O ator Sam Jones III, que fez o Pete Ross em Smallville, em 2009, foi acusado formalmente de conspiração para tráfico de drogas. Sam seria a ligação dos traficantes em Hollywood e estava se preparando para negociar 10 mil pílulas de oxicodona, analgésico normalmente usado para o tratamento da dor em paciente com câncer. Ele fazia a "Conexão Hollywood" em um plano para comprar e distribuir a droga ilegal. Passou 10 meses na prisão.
13)  Allison Mack, a Chloe,  e Kristin Kreuk, a Lana, de Smallville, foram acusadas de recrutar escravas sexuais. Coincidentemente, hoje (20/04/2018), Allison Mack foi presa por conta de seu envolvimento com esse culto sexual.
14)  A maldição foi invocada depois que três pessoas envolvidas na produçao de “Superman Returns” (2006)  sofreram ferimentos, um dos quais caiu em um lance de escadas. Outro foi assaltado e espancado e um terceiro bateu em uma janela de vidro. O diretor Bryan Singer comentou: "Minha equipe absorveu a maldição por nós."
15)  O Kevin Spacey, ator que fez Lex Luthor em Superman Returns, de 2006, já há alguns meses enfrenta uma  série de denúncias de abuso sexual. Em outubro de 2017, o ator Anthony Rapp acusou Spacey de fazer avanços sexuais contra ele quando tinha apenas 14 anos. Após as acusações de Rapp, inúmeras outras pessoas também vieram a frente e acusaram Spacey de abuso e assalto sexual. Como resultado, a Netflix cortou laços com ele, incluindo a remoção dele do elenco de House of Cards. Outros projetos contando com Spacey, como o filme Gore, foram igualmente cancelados.
16)  A filha do diretor Zack Snyder, responsável pelo filme Man of Steel e Batman v Superman (BvS), cometeu suicídio durante a gravação de BvS.
17)  Talvez seja exagero comentar que, mesmo o sucesso de Henry Cavil à frete das últimas interpretações do Super na telona, o personagem parece distante de agradar
18)  A gente pode dizer que os últimos longa metragem com o Super TODOS falharam de crítica e bilheteiria? Desde o SUper-Homem III e IV, da década de 1980 até o Renascimento (2006), o MoS e o BvS, todos floparam! Enquanto o Batman e Esquadrão mandam bem (pelo menos de bilheteria, no caso do Esquadrão)

Em 2006, fizeram um documentário britânico chamado “The Curse of Superman”.

quinta-feira, 31 de março de 2016

ASSISTI BvS: e o filme é bom!


(cheio de spoiler)

Verdade seja dita: BvS é muito melhor do que as críticas negativas dizem.

O filme tem problemas, sim! Mas vou tentar focar nos pontos positivos.

Ele precisa continuar de onde Man of Steel (MoS) terminou, mas corrige detalhes que me incomodou bastante naquele filme: a falta de kriptonyta e a fraqueza do Superman diante da mudança de gravidade (!). Simplesmente ignoraram isso da gravidade! Menos mal!

O filme é bonito de ver e é cheio de simbolismos, e é preciso procurar assistir ao filme através de atos simbólicos. Por exemplo: um amigo reclamou que o Super chegou falando: “Bruce, me escute! Não vamos lutar!”. Quer dizer, eles simplesmente poderiam ter conversado e a luta do título nunca ter acontecido, entretanto, o filme fala o tempo todo sobre a necessidade do “deus” conversar com os humanos, que é assim que a democracia se faz, e quando, finalmente, o Super chega pra conversar com o Batman ele não consegue, porque os homens não ouvem “deus”. Existem simbolismos menos discretos, como a cena do Super salvando uma família em cima de um telhado, ou a descida de “deus” junto aos “mortais” no dia dos mortos mexicano. O filme é repleto disso. Em dias quando MadMax é elogiado pela crítica que ressalta o não dito, BvS merecia melhor recepção.

Alguém me disse que o filme era uma boa adaptação antes de eu ver ao filme. Eu desdenhei porque, como poderia ser, se sabia que tratava-se de uma colcha de retalho de Cavaleiro das Trevas, Injustiça e Morte do Superman? Evidentemente, existem problemas cronológicos se pensarmos em uma adaptação fiel para essas três obras em um único filme, mas o fato é que existem cenas e falas recortadas e coladas do quadrinho para o filme além de outras fidelidades, como o próprio Apocalipse, que não é o personagem que esperávamos, mas em essência ele está lá: um ser que não morre e que evolui a cada adversidade que enfrenta e que fez o que estava destinado a fazer quando aparecesse em um filme: matar o Super!

Sobre a morte do Super, ela corrigiu um problema latente do personagem: a negação do mito. O filme fala sobre o medo do diferente e muitos tinham medo do Super, ele não tinha o carisma necessário para a gradar a população. Mas a sua morte lhe traz a redenção e a recompensa: torna-se experiente e o ícone que merece ser. Em termos de cinema, essa é sua linguagem mais pura, a própria jornada do herói.

Lex é um grande vilão com uma motivação muito válida (editado: alguém me questionou depois: que motivação é essa? É aquilo que, no fundo, esperamos do Lex: provar que a humanidade não precisa de um "deus" andando entre nós). Em alguns momentos, parece muito exagerado, mas o ator segura a onda e mostra a que veio: Superman ajoelha-se diante dele e nem precisa de kriptonyta para isso.

Você não pode dizer que falta coração ao filme, Kevin Smith, desculpe! (editado: e ele se corrigiu no dia seguinte ao que publiquei este texto, retificando sua opinião) O Batman do Afleck é tão atordoado, mesmo 20 anos após iniciar sua jornada como herói, que abandonou a mansão dos Wayne. Ver aquela mansão abandonada e um Bruce mulherengo e bebendo álcool é realmente assustar-se diante de um herói mais soturno e em fim de carreira, que sofre num mundo onde ninguém permanece bom: talvez por isso ele mate tanto no filme, mas não vou defender isso, porque é algo que não gostei no filme. E as mortes não foi apenas no “sonho” ou na “batnave”, o próprio Batcarro saiu matando todo mundo com tiro de canhão numa cena completamente desnecessária (afinal, ele havia atirado um detector no caminhão onde estava a Kriptonyta que ele queria roubar, o que ele fez depois, sem matar ninguém, tão facilmente que nem é mostrado no filme).

O Super até sorri uma vez, salvando a Lois, na África. Quando isso aconteceu, bem no começo do filme, parece até que o uniforme ficou mais azul e uma áurea surgiu ao redor dele (ok! Isso foi bem gay!), mas é uma prova de que no filme da Liga tudo vai ser mais feliz, porque os problemas com o personagem passaram com sua morte e ele poderá sorrir mais, junto com os superamigos.

Outro amigo falou que o mundo real em sépia do Nolan/Snyder quer ser tão crível que não nos permite acreditar no sonho do mundo colorido que o Super deveria representar. Acredito que este filme fale justamente disto. É sobre isso que Super e Lois conversam naquela janela, sobre esse sentimento de que ele não deveria existir e o filme nos faz querer acreditar neste herói, utilizando o lado mais passional de cada um de nós: amar aquele que se sacrifica por nós e amar aquele estranho que não é tão estranho assim quando descobrimos que ele tem e ama uma mãe, como todos nós.

Unanimidades: a trilha sonora é incrível (Não nos abandone Hans Zimmer!) e a Gal Gadot calou a boca de todo mundo.

O filme merece uma nota 7 com facilidade porque possui mais acertos que erros. Acho que Zack Snyder merece continuar no time (editado: afinal, se Nolan cometeu o Batman 3, Snyder deveria concluir seu Super no próximo filme).

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Depois de escrever este texto, alguém me marcou neste vídeo. Assistam:


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