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terça-feira, 1 de maio de 2018

7 problemas no filme Guerra Infinita


Obs: Esse texto contêm SPOILERS

Assisti ontem ao Vingadores Guerra Infinita. Saí do cinema feliz como estou acostumado a fazer sempre que deixo uma exibição da Marvel Studios. Mas sou um cara que sempre gosto de olhar o lado negativo, principalmente quando a crítica está ovacionando a coisa toda.

Então, este texto não é pra dizer que odiei o filme, mas pra levantar os pontos que podem incomodar qualquer espectador.

Quais são os problemas de Guerra Infinita?


1) Visão é o maior problema do filme.
O personagem está completamente apagado, e fazem isso literalmente no filme, afinal quando Thanos lhe arranca a jóia do infinito ele morre e fica “preto e branco”, sem cor.

Visão não faz NADA o filme inteiro. Nem pra filosofar, raciocinar e encontrar o melhor opção para resolver o problema da joia na sua testa ele serve.  É preciso que o Banner diga algo assim: “gente, podemos tirar a joia dele e manter a melhor parte do Visão ainda viva”. Poxa! Visão foi incapaz de encontrar uma solução tão simples. E ele existe, principalmente, para pensar!

O personagem nem consegue ficar intangível e o filme não se preocupa em explicar isso, apenas diz que a lança do inimigo o impediu, o que o torna um imprestável sendo arrastado de um lugar para o outro no filme inteiro. E nós sabemos que o Visão é um dos mais poderosos Vingadores dos quadrinhos, ou, para usarmos os critérios dos filmes, ele é o fiel da balança que fez os heróis vencerem Ultron.


2) Visão e Feiticeira são derrotados por capachos.
Visão por si já é poderosíssimo, e junto com Wanda forma uma dupla de níveis épicos, mas foram feitos de gato e sapato por dois soldadinhos de Thanos. Você pode achar que os vilões fazem parte da linha de frente de Thanos, entretanto, depois de tanto sarrarem os heróis, eles são facilmente derrotados pelo Capitão América, Viúva Negra e Falcão, quer dizer, não era para terem sido um problema tão grave para a dupla se os três heróis (dois deles sem NENHUM superpoder) conseguiram botá-los pra correr.
E pra piorar o filme nesse ponto, temos em uma das cenas finais, Wanda, com apenas uma mão destruindo uma joia do infinito (afinal ela era ÚNICA capaz de fazer algo assim) e com outra mão ela apenas consegue parar o avanço de Thanos, que está com 5 joias na mão e disposto a usá-las. Essa é a mesma Wanda que apanha de dois capangas do Thanos, uma enorme desproporção de poder da personagem dentro do mesmo filme.


3) Grandes personagens das franquias são meros coadjuvantes
Não é fácil fazer um filme com tantos personagens e conseguir equilibrar o nível de importância e participação deles. Os irmãos Russo tiveram essa experiência em Guerra Civil e conseguiram ser mais eficientes neste ponto.

Guerra Infinita dá nítidas impressões de que o filme é sobre o Thanos e seus objetivos e que foca no núcleo de Guardiões por causa da Gamora e do seu providencial encontro com Thor, que também tem motivos pessoais contra o titã.

Em segunda escala temos o núcleo de Tony Stark, Peter Parker e Dr. Strange, que conseguem brilhar. Era impossível o contrário. Entretanto, temos o núcleo do Capitão América, completamente apagado e sem tempo para todas as micro histórias que caberiam ali: o romance de Banner e Natasha, o “romance” de Steve e Buck, tudo colocado de escanteio porque não caberia. Dos grandes, até Tchalla está apagado se não fosse a tentativa de invasão de Wakanda. Dos restolhos, como Falcão e War Machine e todo o restante do núcleo do Capitão, são apenas soldados figurantes numa batalha.


4) Você realmente acredita que alguém morreu naquele filme?
Certo! Talvez Gamora e Loki tenham morrido de verdade, mas o filme não consegue vender a ideia de que todos aqueles personagens morreram. E eles tentaram convencer o público de um final incrível, corajoso e tudo mais. “Você não está preparado para o final de Guerra Infinita”, vi em garrafais em um título de vídeo no youtube... Não! O filme fracassa nesse objetivo. Ninguém com um mínimo de inteligência cairia nessa. E nem falo de conhecimento dos personagens dos quadrinhos, falo de coisas mais práticas como saber que não se deve matar Tchalla, a mais recente pantera dos ovos de ouro (ou vibranium) da Marvel.

O filme não consegue vender a ideia de que Thanos realmente conseguiu seus objetivos, a gente não sente a morte daqueles personagens, todos ali, um por um, virando poeira em nossa frente. No último a gente pensa: “Tá! Já entendi. Pode parar...” e nós saímos da sala com a certeza de que na continuação teremos um plot twist previsível, provavelmente liderado por Strange,  reunindo os “mortos”.

Esperando o próximo filme, quando o Downey Jr. abandonará o universo Marvel em uma morte apoteótica.


5) Não tem o Homem Formiga nem o Gavião Arqueiro
Simplesmente senti falta dos dois personagens. “Ah, mas você tá reclamando que o núcleo do Capitão ficou apagado e queria mais dois personagens?”. Pois é. Queria. O fato de eles estarem, simplesmente, ausentes é um problema cronológico para mim dentro do universo Marvel que precisa ser corrigido nos próximos filmes.

6) Essa cena não está no filme
Sim! E isso é um problema PRINCIPALMENTE por causa do Hulk. É um pouco frustrante não ver o Hulk saindo de dentro Hulkbuster e a gente fica com aquela impressão de que fomos sacaneados como quem assiste há um monte de cenas fodas nos trailer , mas que não aparecem no cinema, que nem nos filmes da Warner...

Por sinal, o Hulk não aparece por algum problema que também não é trabalhado no filme. Aparentemente por causa de pura implicância do gigante esmeralda por ter levado uma surra do Thanos. Hulk ficou "traumatizado" e não quis mais brincar? Por favor...


7) Thor precisa de nova arma?
Em Ragnarok, vimos Thor perder mjolnir e toda a jornada do filme é justamente sobre ele aprender que NÃO precisa de uma arma porque ele emana todo o poder de um deus... Tudo isso para, no filme seguinte, ele passar toda sua parte da história procurando fazer uma nova arma, única capaz de derrotar Thanos. É meio contramão se a gente considera o cenário maior.

Entretanto, esse é um problema bem mais da cronologia do personagem em si do que do filme Guerra Infinita isoladamente.

É isso. Essas são impressões retiradas numa conversa 30minutos depois da sessão enquanto dividíamos uma pizza com amigos.

No mais, é um filme algo entre 3,5 e 4 Estrelas, apesar destes pontos. Não vou falar dos pontos positivos porque é chover no molhado. Bom dia.

8) Na verdade são 8 problemas.
Pensei no oitavo durante a gravação deste vídeo. Assiste lá e não se esquece de se inscrever no canal.




quinta-feira, 31 de março de 2016

ASSISTI BvS: e o filme é bom!


(cheio de spoiler)

Verdade seja dita: BvS é muito melhor do que as críticas negativas dizem.

O filme tem problemas, sim! Mas vou tentar focar nos pontos positivos.

Ele precisa continuar de onde Man of Steel (MoS) terminou, mas corrige detalhes que me incomodou bastante naquele filme: a falta de kriptonyta e a fraqueza do Superman diante da mudança de gravidade (!). Simplesmente ignoraram isso da gravidade! Menos mal!

O filme é bonito de ver e é cheio de simbolismos, e é preciso procurar assistir ao filme através de atos simbólicos. Por exemplo: um amigo reclamou que o Super chegou falando: “Bruce, me escute! Não vamos lutar!”. Quer dizer, eles simplesmente poderiam ter conversado e a luta do título nunca ter acontecido, entretanto, o filme fala o tempo todo sobre a necessidade do “deus” conversar com os humanos, que é assim que a democracia se faz, e quando, finalmente, o Super chega pra conversar com o Batman ele não consegue, porque os homens não ouvem “deus”. Existem simbolismos menos discretos, como a cena do Super salvando uma família em cima de um telhado, ou a descida de “deus” junto aos “mortais” no dia dos mortos mexicano. O filme é repleto disso. Em dias quando MadMax é elogiado pela crítica que ressalta o não dito, BvS merecia melhor recepção.

Alguém me disse que o filme era uma boa adaptação antes de eu ver ao filme. Eu desdenhei porque, como poderia ser, se sabia que tratava-se de uma colcha de retalho de Cavaleiro das Trevas, Injustiça e Morte do Superman? Evidentemente, existem problemas cronológicos se pensarmos em uma adaptação fiel para essas três obras em um único filme, mas o fato é que existem cenas e falas recortadas e coladas do quadrinho para o filme além de outras fidelidades, como o próprio Apocalipse, que não é o personagem que esperávamos, mas em essência ele está lá: um ser que não morre e que evolui a cada adversidade que enfrenta e que fez o que estava destinado a fazer quando aparecesse em um filme: matar o Super!

Sobre a morte do Super, ela corrigiu um problema latente do personagem: a negação do mito. O filme fala sobre o medo do diferente e muitos tinham medo do Super, ele não tinha o carisma necessário para a gradar a população. Mas a sua morte lhe traz a redenção e a recompensa: torna-se experiente e o ícone que merece ser. Em termos de cinema, essa é sua linguagem mais pura, a própria jornada do herói.

Lex é um grande vilão com uma motivação muito válida (editado: alguém me questionou depois: que motivação é essa? É aquilo que, no fundo, esperamos do Lex: provar que a humanidade não precisa de um "deus" andando entre nós). Em alguns momentos, parece muito exagerado, mas o ator segura a onda e mostra a que veio: Superman ajoelha-se diante dele e nem precisa de kriptonyta para isso.

Você não pode dizer que falta coração ao filme, Kevin Smith, desculpe! (editado: e ele se corrigiu no dia seguinte ao que publiquei este texto, retificando sua opinião) O Batman do Afleck é tão atordoado, mesmo 20 anos após iniciar sua jornada como herói, que abandonou a mansão dos Wayne. Ver aquela mansão abandonada e um Bruce mulherengo e bebendo álcool é realmente assustar-se diante de um herói mais soturno e em fim de carreira, que sofre num mundo onde ninguém permanece bom: talvez por isso ele mate tanto no filme, mas não vou defender isso, porque é algo que não gostei no filme. E as mortes não foi apenas no “sonho” ou na “batnave”, o próprio Batcarro saiu matando todo mundo com tiro de canhão numa cena completamente desnecessária (afinal, ele havia atirado um detector no caminhão onde estava a Kriptonyta que ele queria roubar, o que ele fez depois, sem matar ninguém, tão facilmente que nem é mostrado no filme).

O Super até sorri uma vez, salvando a Lois, na África. Quando isso aconteceu, bem no começo do filme, parece até que o uniforme ficou mais azul e uma áurea surgiu ao redor dele (ok! Isso foi bem gay!), mas é uma prova de que no filme da Liga tudo vai ser mais feliz, porque os problemas com o personagem passaram com sua morte e ele poderá sorrir mais, junto com os superamigos.

Outro amigo falou que o mundo real em sépia do Nolan/Snyder quer ser tão crível que não nos permite acreditar no sonho do mundo colorido que o Super deveria representar. Acredito que este filme fale justamente disto. É sobre isso que Super e Lois conversam naquela janela, sobre esse sentimento de que ele não deveria existir e o filme nos faz querer acreditar neste herói, utilizando o lado mais passional de cada um de nós: amar aquele que se sacrifica por nós e amar aquele estranho que não é tão estranho assim quando descobrimos que ele tem e ama uma mãe, como todos nós.

Unanimidades: a trilha sonora é incrível (Não nos abandone Hans Zimmer!) e a Gal Gadot calou a boca de todo mundo.

O filme merece uma nota 7 com facilidade porque possui mais acertos que erros. Acho que Zack Snyder merece continuar no time (editado: afinal, se Nolan cometeu o Batman 3, Snyder deveria concluir seu Super no próximo filme).

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Depois de escrever este texto, alguém me marcou neste vídeo. Assistam:


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sexta-feira, 1 de junho de 2012

TETRIS, o filme



Trailler muito impressionante. Lembrou Transformers. Assistiria com certeza no cinema, em 3D, se fosse verdade.

PRÉDIOS EXPLODINDO!