quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ESAUL X BERNARDO












Feito pelo meu amigo Felipe Arruda

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Síndrome de Rose


Imaginemos a seguinte cena: um casal de namorados passando de carro vê um policial, desses fortões, encostado no muro. Como o cara é uma pessoa que se preocupa muito com a opinião dela, perguntou sobre suas fantasias sexuais com homens de uniforme. Perguntou só pra efeito de informação, claro. Só pra ficar sabendo, porque essa é um tipo de informação muito importante... Ela disse prontamente: “Nããããão! Eu tenho atração por desenhistas de quadrinhos”.

Observem bem, ela disse “ tenho atração por desenhistas de quadrinhos”. É óbvio que essa moça sofre de um desses dois problemas: ou ela é uma mentirosa compulsiva, porque se sentir sexualmente atraída por desenhistas de quadrinhos não é uma reação normal do instinto feminino. É claro que se trata de uma mentira descarada para agradar aos nerds desenhistas de plantão que nunca ficariam atraentes num uniforme militar ou qualquer outro.

Agora, existe a possibilidade desta moça sofrer de uma doença muito triste que assola muitas menininhas: um distúrbio mental que faz com que a moça fantasie um mundo romântico com um artista excêntrico que ela possa vir a conhecer. Essa síndrome já existia há muito tempo, mas só foi batizada recentemente como “Síndrome de Rose”. Alguns dos casos mais comuns de acometer as moças donas de casa é quando o marido faz uma reforma e precisa pintar a sala ou o quarto. O cheiro da tinta, as roupas sujas, os corpus besuntados de tinta acrílica, tudo faz aflorar um desejo crescente por um artista plástico em potencial.

Essa é a Síndrome de Rose. Ela foi descoberta por mim há alguns dias atrás e não tem nada a ver com o exemplo do policial citado acima. Rose, pra quem não sabe era aquela mocinha do filme Titanic que se apaixona pelo Jack, interpretado por, ninguém menos que Leonardo Di Caprio. Depois da estreia de Titanic o número de garotas que queriam posar nuas para desenhistas espinhentos cresceu absurdamente no mundo. Nada justifica essa insistência feminina em ser retratada pela mão de um desenhista iniciante a não ser ter um pouco da sensação de ser uma Rose Dawson (interpretada por Kate Wislet) sendo observada pelos olhos ardentes de desejo de um Leonardo Di Caprio. Não se iludam, amigos desenhistas. Isso é uma doença e precisa de tratamento.

Você, usando seus talento como desenhista nunca irá despertar desejos sexuais em uma garota normal. Aprenda a tocar violão, talvez tenha uma chance!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

CONCURSO DE ILUSTRAÇÃO VALE UM IPAD2

Senhores,


Hoje eu soube de um evento bem interessante que está com inscrições abertas até domingo, dia 14/08.


É o Desing Photo Conference (desingnphoto.com.br)


A conferência terá curso de adobe ilustrator e fotografia profissional... Mas o que realmente importa é o seguinte: todos os incritos na conferência poderão inscrever uma ilustração com tema "tecnologia" e concorrer a um Ipad2, um programa original do Ilustrator e a um tablet invocado!!!


Os interessados devem se cadastrar no site http://pcpiaui.ning.com/ colocar sua ilustração lá, se inscrever na conferência e só esperar o resultado!


Obs: as inscrições eram só até 07/08, mas como houveram pouquíssimos trabalhos, as inscrições foram prorrogadas! Mais chances pra vocês que são ótimos quadrinhistas talentosos e têm grandes vantagens concorrendo!!!


Façam ilustrações NOVAS, ORIGINAIS para o concurso (se forem coisas antigas, podem ser eliminados), evitem fotomontagens (o concurso é de ilustração, valorizem o traço), enviem até três trabalhos, terão mais chances de ganhar!!!


Qualquer dúvida, procurem a Time Propaganda (3221 0044)

(http://pcpiaui.ning.com/profiles/blogs/concurso-cultural-design-photo)

domingo, 17 de julho de 2011

DYLAN DOG



Recentemente assisti ao filme Dylan Dog... Quando vi o trailler, imaginei: “uma mistura de Buffy com Constantine”. É uma pena que minhas suspeitas tenham se confirmado tão tragicamente. O que eu não tinha previsto seria que a película não teria sequer o carisma desses dois outros, muito menos a qualidade...



Dylan Dog foi o primeiro quadrinho italiano que li e gostei. Lembro-me do dia em que fomos ao supermercado e, na banca da frente, encontrei o primeiro exemplar que folheei desse personagem completamente desconhecido pra mim. Na verdade, ainda guardo o título comigo e acho uma das melhores edições que li do “investigador do pesadelo”: O Fantasma de Anna Never. É a edição nº4 de 1991, da editora Record. Eu fiquei louco pelo personagem. Nunca tinha lido quadrinho de terror com uma qualidade tão boa. Os desenhos eram de um cara chamado "Roi" (mais tarde decobriria que Corrado Roi seria o autor de outras das melhores bandas desenhadas do personagem). Estamos falando simplesmente da melhor combinação de terror, humor, suspense e mulheres bonitas com roteiros e desenhos de qualidade.


(Partida com a Morte, edição 4 da editora Mythos, desenhada por Corrado Roi)

Na época, eu não tinha outro quadrinho para suprir essas características que eu gostava. Se quisesse algo parecido, tinha que ser na TV, com Arquivo X. Garimpei o máximo que pude nos sebos e encontrei outras edições da Record, que guardei com muito carinho. Mais tarde, a editora Conrad lança 6 edições do personagem, todas com capas do Mike Mignola, quadrinhista fã confesso do personagem. Recomendo que os marinheiros de primeira viagem leiam essas edições da Conrad, parecem selecionadas a dedo.


(Ilustração feita por Stano)

Logo depois veio a Mythos, casa dos personagens bonellianos, mas infelizmente o título só teve 40 números. Entre eles, recomendo as edições nº 01 (A história de Dylan Dog, brilhantemente desenhada por um cara chamado Stano, que também fez várias outras edições do personagem, inclusive a primeira, chamada “O Despertar dos Mortos”), 04 (Partida com a Morte), 05 (O longo Adeus), 09 (Nas Profundezas), 35 (História de Ninguém) e 40 (O Mistério no Tâmisa).



Mas voltando ao filme... Quando você se prepara para uma adaptação do Dylan Dog, você espera uma mistura de terror tipo “A Morte do Demônio”, com um humor pastelão típico da década de 50 (vide Groucho Marx: “O camaleão só fica da cor do camaleão quando pára na frente de outro camaleão”), você espera morte, muito sangue e zumbis a la George Romero. Você espera o herói matando esses monstros sem pestanejar e não ficar de bate papo com eles, sendo o amiguinho “Investigador do pesadelo” que todo monstro conhece. Você espera o clichê das mulheres extremamente sensuais caindo nas cantadas do detetive canastrão, você espera o Dylan esquecer o revolver e , na hora “h”, Grouxo Marx atirando-o para o parceiro no clímax. Nem vou citar aqui que o mínimo que você espera é ver o Groucho... Você espera cenas completamente sem sentido, como rodas gigantes voando no espaço, uma adaga sair voando de dentro de um VHS ou um ônibus cruzando a lua... DEUS! Você espera ver uma Londres sinistra, cheia de nevoeiro! Você espera um herói atônito exclamando: “Judas dançarino!”... Infelizmente não é isso que vemos no cinema de Dylan Dog... Um filme que falha como adaptação, como cinema de terror, de comédia ou de detetive, com seus recordatórios e narrativas desnecessários... Mas tem um vilão final digno de Power Rangers!

Fiquem longe!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Killer Crispim

When the moon is in the high sky
And the Old Monk river goes down
His big head ahead rises

His killer’s eyes looking for a victim,
Looking for a innocent Maria.

Step bay step going down a dark street,
In the nigth, a lenely criature.

Many years ago
A terrible mother’s curse
Down on a child:

“Seven girls you’ll have to kill
Ungrate son!
Or you will never see again the light of sun
You don’t understand the love of a mom
For that, you’ll be turn in to a monster
And will live by the river
You destroyd my life
You made real our poverty
And can’t live with that
Sick and hungry your hate changed in madness
You raise up your hand over me.”

Years before, six little girls
Were dead in screams and blood
When the seventh fall down,
He’ll come back a normal man
If a seventh die.

With her books on the chest
The white skin and fresh meat
Waiting the bus, but is to late
To the little and pretty girl.

Running down the street,
With fingers starved of horror song
Singing by the virgin mouth,
Crispim is so insane!

Run and pray!
Just run away!
Try to live
But anyway
You will die
Before next day.

The moon shine in red blood
His hate and hungry decrease
The wind blows so strong
It’s the end of a mother’s curse
Crispim isn’t more the same
The river isn’t more his home
But the curse don’t dispel
‘Couse Crispim have no more choice.

His eyes is like the light of the moon
The madness still alive in his body
The eighth death will come soon
It’s the lovely heritage to a son.

EXODUS

(por Bernardo Aurélio)

Os navios deixam Portugal
Navegam o mar da fantasia
Marinheiros de sol e sal
Enfrentam monstros e magia.

Pra trás ficam Lisboa,
E um trono vazio
Desesperada a corte
Embarca para o Brasil.

Ooh, mar salgado!
Quanto do teu sal
São lágrimas choradas de Portugal?

Aah, mar salgado!
Quanta tragédia!
Perder o rei, assim da noite pro dia.

Ooh, icem as velas!
Homens para o mar,
Ao horizonte, pra longe de nosso lar?

Os barcos ancoram no litoral,
Cruzaram o mar com angustia.
O fim da escravidão colonial.
Um reino o Brasil agora vivia.

Ooh, mar salgado!
Quanto do teu sal
São lágrimas sangradas por Portugal?

Aah, mar salgado!
Quanta tragédia!
Perder o rei, assim da noite pro dia.

Ooh, Rei, meu rei!
Volte a Portugal
Veja seus filhos, proteja-nos de todo mal!

Espíritos dos Deuses Mortos

(por Bernardo Aurélio)


Os homens rezam através dos tempos
Pedem proteção ao desconhecido
Oferecem oração, despercebidos,
Não existem mais aqueles templos.

Há apenas um à quem apelar.
Um Deus com seus santos na Terra
E deuses mortos na santa guerra
Milhares de seres a nos observar.

Os sentidos nos enganam
Estão todos aqui, os deuses tortos.
À noite eles nos procuram.
São os espíritos dos deuses mortos.
(Refrão)

Eles estão perdidos na Terra.
Espíritos antigos, caídos, escondidos.
Que dançam ao redor da chama de velas
Deuses esquecidos que só querem rezas.